21.11.05

O relato de um soldado


Neste Domingo, 20 de Novembro terminou uma campanha que durou meses. Uma campanha militar, aonde eu lutei como um soldado nas linhas de minha nação, a Nação Draconiana. Lado a lado com mais 4mil soldados a cada batalha, éramos comandados por nossos superiores, tenentes, capitães, coronéis e generais. Exerci um papel polivalente.
Às vezes fazia o Cerco comandado pelas maquinas de cerco atleticanas que tentavam os cruzamentos, lá estava eu agarrado no alambrado gritando e ajudando a levantar o time, ou acabando com a moral dos nossos oponentes gritando palavras de ordem. Outras vezes estava lado a lado segurando escudo e lança na infantaria da Organizada Atleticana enaltecendo os gritos de guerra que faziam a terra tremer.

Então começou a conquista Draconiana ao estado de Goiás. As fortalezas caíram uma a uma. Massacramos o exército de Iporá numa batalha aonde o Comandante Fabinho, Wesley, Tenente Rodriguinho, Kaká e o Capitão Valença entre outros bravos combatentes nos levaram à Glória. Uma vantagem do exército atleticano é que além de ter uma infantaria consistente e uma cavalaria ligeira, tinha também um forte exército de Retaguarda comandado pelo General Lauro e pelo Capitão Valença. Isso nos garantia várias vitórias.

Mas nem sempre nós, os soldados podíamos comemorar pois fazíamos um cerco que durava 90 dias às fortalezas rivais, mas saiamos sem ter derrubado... com um simples empate.

Então depois de muito lutar veio a ultima resistência contra a dominação atleticana. A Rio-Verdense, que tinha reforçado suas muralhas para segurar os arqueiros e as catapultas draconianas. Tudo se mostrava difícil, mas numa do adversário nós não perdoamos. Destacamos uma pequena guarnição a comando do Tenente Jefferson e ele flanqueou o Adversário abrindo uma grande brecha na defesa da Rio-Verdense. Era 1 a 0!

Estava tudo escrito, estávamos conquistando o estado! Quando no inicio do Segundo tempo uma noticia abala os soldados que não se sentaram um só minuto. O General Lauro estava gravemente ferido e teria que parar de guerrear. Apesar da grande perda o Marechal Pezão nomeou logo Nei como General para suplantar nossa retaguarda.

E daí Pra frente só se via nossos soldados massacrando, destruindo as linhas adversárias deixando soldados vestidos de azul em milhares ao chão, desfalecidos. Até que os Soldados Draconianos Vibraram quando grande parte dos nossos inimigos por pavor bateram em retirada. São expulsos o Goleiro e um jogador de linha da Rio-verdense.

O exército rubro-negro soube aproveitar muito bem e manobrou a cavalaria para engolir a infantaria adversária. Foi 2-0 Quando Fabinho matou, literalmente, o goleiro num pênalti bem cobrado, foi como uma catapulta mirando diretamente na muralha e destruindo parte dela. E não podiam segurar mais. O Dragão quebrou o Alto Muro da Rio-Verdense. OComandante Fabinho amplia com outra pela catapultada no lado direito do gol. Tenente Rodriguinho é destacado com uma guarnição e faz mais dois, e pra finalizar o Coronel Boiadeiro mata ampliando pra 6 a 0. Nessa emoção toda, nós os soldados atleticanos estávamos o tempo inteiro lutando, lado a lado. E quando as trombetas tocam anunciando o fim da guerra e dessa longa campanha anunciando que o Estado era nosso todos os simples soldados como nós, oficiais de alta patente(jogadores e diretoria) voltam para desfilar como Vencedores no nosso Castelo, Antônio Accioly.

::Essência::
- 14/04/84 - Henrique Paulista Arantes - Outono - Áries - Frio - Estórias - Jogos - Passado - Palavra - Goiânia Goiás -

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